Receita Estadual deflagra operação contra empresas que sonegaram mais de R$ 120 milhões em ICMS
A
Receita Estadual deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), uma operação
simultânea em Porto Alegre e outras 20 cidades do interior contra 30
estabelecimentos que respondem por mais de R$ 120 milhões de ICMS sonegado,
além de multas e juros. Denominada de 'Concorrência Leal', a operação tem como
alvo empresas que faturaram no último ano o montante de R$ 1,08 bilhão.
Estima-se que, após o trabalho de auditoria fiscal, os valores a serem
recuperados pelo Estado sejam ainda maiores.
Trata-se
da maior operação da Receita Estadual em 2017. Desde cedo, foram feitas visitas
fiscais e notificações nas empresas para busca e apreensão de informações
digitais e dados para subsidiar os trabalhos de auditoria fiscal. "O
objetivo é, além de recuperar os valores ao erário, reforçar a importância do
combate à sonegação como elemento para garantir uma concorrência justa entre os
contribuintes de um mesmo setor econômico", destaca Edison Moro Franchi,
chefe da Divisão de Fiscalização e Cobrança da Receita Estadual.
A ação envolve
profissionais de todas as 14 delegacias da Receita Estadual espalhadas pelo
estado, contando com a participação de 126 auditores fiscais e 28 técnicos
tributários, além de policiais militares, com utilização de 18 viaturas
volantes. Porto
Alegre e Região Metropolitana concentram a maioria do
efetivo, com presença de 34 auditores fiscais e cinco técnicos tributários.
Na
região, serão visitados oito estabelecimentos dos setores metalúrgico,
papelaria, pneumáticos, produtos de limpeza e calçados. As fraudes são de
omissão de compras, omissão de tributação nas vendas, simulação de operações
com imunidade, constituição de empresas de fachada e utilização de interpostas
pessoas ('laranjas').
No
interior
No Vale do Rio Pardo, o
setor investigado é o da indústria de transformação de bens para lazer e
recreação, onde foram detectadas sistemáticas fraudulentas para redução do
valor do ICMS em que o grupo econômico utiliza várias empresas para operações,
havendo fortes evidências da presença de 'laranjas' e subfaturamento nas
operações.
Na
região de Caxias do
Sul, as ações estão concentradas em indústrias de autopeças e
de móveis, com fraudes em operações subfaturadas, vendas sem nota fiscal e
omissões de saídas.
No ramo
de joias e relojoarias, ocorrem trabalhos em indústrias e comércio varejista na
região de Erechim e
Passo Fundo, com ilícitos praticados com a utilização de
empresas do simples nacional e de vendas sem emissão de documento fiscal.
Nas
regiões Sul e
Noroeste do estado, o foco é nas empresas varejistas,
concentradas nas cidades de Pelotas,
Ijuí, Tenente Portela e Três de Maio. A finalidade é inibir
fraudes relacionadas ao ramo de móveis e de artigos diversos, relacionadas a
saídas de mercadorias sem nota fiscal e formação de grupos econômicos fraudulentos.
A ação
também ocorre em empresas localizadas nos municípios de Santa Maria, Gramado, Alegrete,
Rosário do Sul e São Valentim do Sul, com sonegação
identificada em fábricas de chocolate, indústria de máquinas, indústria de
móveis de plásticos, beneficiadoras de arroz, além de identificação de empresas
operando sem inscrição estadual.
Setores de Fraude | Municípios
Comércio de artigos diversos: Alegrete
Comércio de calçados: Barra do Ribeiro
Comércio de Vestuário e bijuterias: Canoas
Gráfica: Caxias do Sul
Indústria de Arroz: Erechim
Indústria de bens para lazer e recreação: Esteio
Indústria de chocolate: Gramado
Indústria de máquinas e equipamentos: Ijuí
Indústria de móveis de plástico: Novo Hamburgo
Óptica e joalheria: Passo Fundo
Peças e acessórios para motocicletas: Pelotas
Pneumáticos: Porto Alegre
Produtos de limpeza: Rosário do Sul
Produtos metalúrgicos: Santa Cruz do Sul;
Santa Maria;
São Leopoldo;
São Valentim do Sul;
Sapucaia do Sul;
Tenente Portela;
Três de Maio;
Vera Cruz.
Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul